A UNESCO reafirmou em 6 de Fevereiro de 2026, em Addis Abeba, o compromisso com a restituição do património cultural africano saqueado durante o período colonial. O retorno dos bens culturais deslocados foi classificado como direito cultural, acto de justiça histórica e elemento essencial para a identidade dos povos. Mais de 90% dos objectos culturais …
UNESCO reafirma compromisso com restituição do património cultural africano

A UNESCO reafirmou o seu compromisso com a restituição do património cultural africano saqueado durante o período colonial, classificando o retorno dos bens culturais deslocados como um direito cultural, um acto de justiça histórica e elemento essencial para a identidade dos povos.
A posição foi apresentada durante uma mesa‑redonda de alto nível em Addis Abeba, dedicada à restituição de bens culturais e ao direito à memória.
Segundo a UNESCO, mais de 90% dos objectos culturais antigos de África, sobretudo da África Austral, permanecem fora do continente, em países como França, Grã‑Bretanha, Alemanha e Bélgica.
Diplomacia e acordos bilaterais
O processo de restituição tem evoluído através de acordos diplomáticos e de um crescente compromisso internacional em reconhecer o papel da cultura na soberania e na coesão social dos países africanos.
A UNESCO sublinha que a devolução destes bens não é apenas uma questão patrimonial, mas também um factor de dignidade e identidade nacional.
A restituição é considerada um acto de justiça histórica, permitindo que os povos africanos recuperem parte da sua memória colectiva e reforcem o seu lugar no mundo através da valorização dos seus recursos culturais.



