O cantor moçambicano Radjha Ally é um dos artistas convidados para a 19.ª edição do Festival Au Fil des Voix, em Paris, evento que celebra a diversidade musical contemporânea. Natural de Nampula, Radjha Ally apresenta uma proposta artística que combina raízes africanas, ritmos tradicionais, poesia urbana e fusões contemporâneas, evocando memória colectiva e desafios sociais. …
Radjha Ally representa Moçambique em festival internacional em Paris

O cantor moçambicano Radjha Ally é um dos artistas convidados para a 19.ª edição do Festival Au Fil des Voix, evento internacional que celebra a diversidade musical contemporânea, a decorrer na capital francesa.
A participação de Radjha Ally insere-se num esforço de promoção da cultura moçambicana além-fronteiras, num palco que reúne vozes e sonoridades de todos os continentes, com destaque para expressões musicais enraizadas em tradições locais e reinventadas em linguagem global.
Radjha Ally, natural de Nampula, leva ao público parisiense uma proposta musical que fundamenta-se nas raízes africanas, com influências de ritmos tradicionais, poesia urbana e fusões contemporâneas, evocando a memória colectiva e os desafios sociais.
“A sua obra ganha uma ressonância muito especial, impulsionada por raízes profundas e por uma voz singular, cada faixa sacode tanto quanto faz dançar”, destaca o programa oficial do festival.
Festival como plataforma de diálogo cultural
O Festival Au Fil des Voix, realizado em pleno Inverno parisiense, é reconhecido como uma plataforma de criação e difusão, que valoriza práticas vocais e instrumentais do mundo.
A edição deste ano contempla uma seleção de novas produções discográficas, promovendo o diálogo intercultural e a solidariedade artística, com actuações vindas de África, Ásia, Europa e América Latina.
A presença de Radjha Ally em Paris representa não apenas uma conquista individual, mas também uma oportunidade para posicionar Moçambique como destino cultural, com potencial turístico assente na música, na arte e na identidade africana.
Em 2022, o artista participou no Indian Ocean Music Market (IOMMA), na Reunião, e integrou o colectivo “Crias Croisés”, que detém a chancela de edição do seu álbum na Europa.



