Foi inaugurada em Giyani, província de Limpopo, África do Sul, uma estátua em bronze de Ngungunhane, último imperador do Império de Gaza, figura histórica de resistência contra a ocupação colonial portuguesa no século XIX. Instalada na rotunda “Ngungunyani Circle of Wisdom”, a obra valoriza a memória histórica e cultural da região, reforçando a identidade africana …
Estátua de Ngungunhane reforça turismo cultural na África Austral

Foi inaugurada na cidade de Giyani, província de Limpopo, uma estátua em bronze de Ngungunhane, último imperador do Império de Gaza, figura histórica de resistência africana contra a ocupação colonial portuguesa no final do século XIX.
A estátua está instalada numa rotunda denominada “Ngungunyani Circle of Wisdom”, constituindo um marco de valorização da memória histórica e cultural da região.
“A infra‑estrutura cultural reforça a identidade africana e promove o turismo histórico, ao homenagear uma das figuras mais emblemáticas da resistência do continente”, destacaram as autoridades locais.
Contexto histórico, turismo cultural e internacionalização
Conhecido como o “Leão de Gaza”, Ngungunhane governou entre 1884 e 1895, num território que se estendia da Baía de Maputo ao rio Zambeze, abrangendo as actuais províncias de Gaza, Inhambane e parte de Manica.
Após a derrota na Batalha de Coolela, foi capturado e levado para Lisboa em 1896, sendo posteriormente exilado nos Açores, onde faleceu em 1906. Os seus restos mortais foram trasladados para Moçambique em 1985, como símbolo de unidade nacional.
A inauguração da estátua em Giyani soma‑se a outras iniciativas de valorização da figura de Ngungunhane, como a estátua erguida em 2022 nos Açores, Portugal.
“Estes marcos históricos contribuem para dinamizar o turismo cultural e reforçar os laços de memória partilhada entre África e Europa”, sublinharam os organizadores da cerimónia.



