Museu Mafalala homenageia Noémia de Sousa no centenário do seu nascimento

O Museu Mafalala dedica a sua programação cultural de Fevereiro à poetisa Noémia de Sousa, no centenário do seu nascimento. Considerada a “mãe dos poetas moçambicanos”, Noémia destacou se como jornalista e activista, com poesia marcada pelo nacionalismo, exaltação da negritude e denúncia da opressão colonial. As celebrações incluem sessões de cinema, música, gastronomia e …

O Museu Mafalala dedica a sua programação cultural deste mês à poetisa Noémia de Sousa (1926–2002), considerada a “mãe dos poetas moçambicanos”, no ano em que se assinala o centenário do seu nascimento.

As actividades incluem:

  • Sessões de cinema, como a exibição do filme Mafalala Blues de Camila de Sousa e Mauro Pinto, e o documentário Chibanga de Thomas Behrens.
  • Eventos de música e gastronomia moçambicana.
  • Exposição de escultura O Corpo que guarda os ausentes, do artista Juvenil Lezile, com curadoria de Ivan Laranjeira.

Legado literário e activista

Noémia de Sousa nasceu na Catembe, em Maputo, e destacou‑se como jornalista e activista. A sua poesia, escrita sobretudo entre 1948 e 1951, é marcada por:

  • Forte cunho nacionalista.
  • Exaltação da negritude e das raízes africanas.
  • Denúncia da opressão colonial.

A sua obra está reunida no livro “Sangue Negro”, referência incontornável da literatura moçambicana.

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