Macau financia expansão do cinema chinês nos países lusófonos

O Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) de Macau anunciou, em Fevereiro de 2026, um plano de apoio financeiro para a distribuição de filmes chineses nos países de língua portuguesa. O programa, com orçamento de cinco milhões de patacas (mais de 39 milhões de meticais), prevê subsídios entre 60 e 80% das despesas de distribuição …

O Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) de Macau anunciou um plano de apoio financeiro destinado à distribuição de filmes chineses nos mercados de língua portuguesa, reforçando a cooperação cultural e comercial entre a China e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O programa prevê um orçamento total de cinco milhões de patacas (equivalente a mais de 39 milhões de meticais), com subsídios que cobrem entre 60 e 80 por cento das despesas de distribuição.

Serão elegíveis filmes que tenham obtido o Alvará de Exibição Cinematográfica Pública, emitido pela Administração Estatal do Cinema da China. O plano inclui também programas televisivos com “elementos de Macau”, ampliando o alcance da iniciativa.

Calendário de candidaturas

O primeiro período de candidaturas decorre até ao final de Março, estando previstos mais três períodos:

  • de 1 de Abril a 30 de Junho;
  • de 1 de Julho a 31 de Agosto;
  • de 1 de Setembro a 27 de Novembro.

A partir de Julho de 2024, novas regras passaram a regular a participação de filmes chineses em festivais internacionais, impondo requisitos de registo e autorização.

Segundo o FDC, o plano visa promover o cinema chinês nos países lusófonos, incluindo Moçambique, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné‑Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor‑Leste e, desde 2022, a Guiné Equatorial.

A iniciativa procura fortalecer a influência cultural da China, ao mesmo tempo que cria oportunidades de cooperação económica e comercial com os mercados de língua portuguesa.

Apesar do apoio financeiro, o sector enfrenta desafios relacionados com censura e especificidades de mercado, que podem limitar a diversidade de conteúdos. Ainda assim, o cinema continua a ser visto por Pequim como um instrumento de influência internacional, capaz de reforçar laços diplomáticos e culturais.

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