O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu o turismo de golfe como instrumento estratégico para valorizar o potencial turístico de Inhambane. Durante a V Edição do Presidential Golf Day, o Chefe do Estado anunciou a criação da Zona Especial de Turismo de Golfe, destinada a atrair investimento e dinamizar a economia local. A estratégia integra …
Daniel Chapo promove turismo de golfe para valorizar o potencial de Inhambane

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu uma aposta estratégica no turismo de golfe como instrumento para valorizar o potencial turístico de Inhambane, atrair investimento privado, gerar emprego e transformar a província num dos principais destinos turísticos de África. A visão foi apresentada durante a abertura da V Edição do Presidential Golf Day, First Lady Golf Classic e Kids Golf Series 2026, realizada na cidade de Maputo.
Segundo o Chefe do Estado, Inhambane reúne condições naturais únicas para liderar uma nova fase do turismo nacional, baseada na combinação entre golfe, praias, conservação, cultura e economia azul, criando uma oferta diferenciada capaz de competir nos mercados internacionais.
Daniel Chapo revelou que o Governo definiu Inhambane e Vilankulo como o principal pólo de desenvolvimento turístico do país, uma decisão sustentada pelas vantagens naturais e pela capacidade da região para acolher grandes investimentos.
“Definimos Vilankulo e Inhambane como o principal pólo de desenvolvimento turístico nacional.”
O Presidente explicou que a região oferece uma combinação rara de recursos turísticos, incluindo o Arquipélago de Bazaruto, praias de águas cristalinas, património cultural e condições ideais para a implantação de infra-estruturas ligadas ao turismo de golfe.
Zona Especial de Turismo de Golfe vai impulsionar investimentos
Como parte desta estratégia, o Governo decidiu declarar Inhambane como Zona Especial de Turismo de Golfe, medida que pretende acelerar a atracção de investidores nacionais e estrangeiros para o sector.
“Foi por essa razão que decidimos declarar Inhambane como Zona Especial de Turismo de Golfe.”
Segundo Daniel Chapo, esta decisão representa muito mais do que a promoção de uma modalidade desportiva. Trata-se de uma aposta no desenvolvimento regional, na dinamização das cadeias de valor locais e na criação de oportunidades económicas para as comunidades.
O Chefe do Estado destacou que o turismo de golfe é hoje uma indústria global com forte capacidade para estimular diversos sectores económicos.
A actividade gera procura por hotéis, restaurantes, transportes, serviços turísticos, comércio local e investimentos imobiliários, criando empregos directos e indirectos para milhares de pessoas.
“O turismo de golfe constitui hoje uma das indústrias mais sofisticadas e dinâmicas da economia global. Impulsiona a hotelaria, estimula o transporte aéreo, promove o imobiliário turístico, cria emprego, atrai investimento e dinamiza pequenas e médias empresas locais.”
Para o Presidente, esta capacidade de gerar rendimento torna o turismo de golfe numa ferramenta importante para promover o desenvolvimento económico inclusivo.
Bazaruto e Vilankulo reforçam vantagem competitiva
Daniel Chapo considera que poucos destinos africanos conseguem oferecer a combinação de experiências que Inhambane possui.
“Poucos destinos em África oferecem a possibilidade de combinar, numa única experiência, campos de golfe de excelência, praias de águas cristalinas, biodiversidade marinha única, património cultural vivo e algumas das mais extraordinárias paisagens do nosso continente.”
Para o estadista, esta é a principal vantagem competitiva que Moçambique deve utilizar para conquistar uma posição de destaque no mercado turístico internacional.
Ao abordar o impacto social da estratégia, Daniel Chapo sublinhou que o turismo continua a ser um dos sectores com maior capacidade para criar emprego e gerar rendimento para diferentes segmentos da população.
“O turismo é uma plataforma de transformação nacional, capaz de gerar emprego, principalmente para a mulher moçambicana e a juventude.”
Segundo o Presidente, o crescimento do turismo em Inhambane poderá beneficiar operadores turísticos, pequenos empresários, artesãos, pescadores, agricultores e prestadores de serviços, fortalecendo a economia local.
Governo quer transformar Inhambane numa referência africana
A visão apresentada por Daniel Chapo prevê a criação de um grande hub turístico capaz de projectar Inhambane como uma referência regional no turismo de golfe e irradiar desenvolvimento para outras regiões do país.
“A nossa visão é construir um grande hub turístico em Inhambane, com capacidade de irradiar crescimento económico para outras regiões do País.”
Com esta estratégia, o Governo pretende posicionar Inhambane entre os destinos turísticos mais competitivos de África, aproveitando o potencial natural da província para atrair investimento, aumentar o número de visitantes e acelerar o desenvolvimento económico sustentável.



