Moçambique conquistou espaço no Festival Internacional de Cinema de Roterdão (IFFR) com a estreia mundial de O Profeta, longa metragem de Ique Langa seleccionada para a Competição Tigre. Rodado em Mandlakazi, Gaza, o filme valoriza tradições locais e projecta a cultura moçambicana num dos maiores palcos europeus. A narrativa acompanha a crise espiritual de um …
Moçambique estreia no Festival de Roterdão com filme “O Profeta” de Ique Langa

O cinema moçambicano conquistou espaço no prestigiado Festival Internacional de Cinema de Roterdão (IFFR) com a estreia mundial de O Profeta, longa‑metragem do realizador Ique Langa, seleccionada para a Competição Tigre.
Rodado na vila de Mandlakazi, província de Gaza, o filme não só marca um passo importante para a indústria cinematográfica nacional, como também projecta a cultura e os cenários moçambicanos num dos maiores palcos europeus de arte e criatividade.
O Profeta, com 94 minutos de duração, é uma co‑produção entre Moçambique, África do Sul e Qatar. A narrativa acompanha a crise espiritual de um pastor que, após perder o filho, recorre à feitiçaria tradicional, mergulhando num ciclo de sacrifício e consequências inesperadas.
Filmado a preto e branco, o projecto destaca‑se pela sua estética singular e pela valorização das tradições locais, transformando Mandlakazi num cartão‑de‑visita cultural e turístico.
Segundo Ique Langa, o cinema pode ser uma poderosa ferramenta para dar visibilidade internacional às histórias moçambicanas e, ao mesmo tempo, atrair visitantes interessados em experiências autênticas.
Cabo Delgado também representado
A presença moçambicana no IFFR inclui ainda a curta‑metragem Submergido, de Ariel Adez, natural de Pemba. O filme aborda o impacto do terrorismo em Cabo Delgado, através da história de uma família deslocada, e convida à reflexão sobre a resiliência das comunidades locais.
Com uma narrativa poética e intimista, Submergido revela a beleza natural e humana da região norte, reforçando o papel do cinema como veículo de memória cultural e promoção turística.
A participação de Moçambique no Festival de Roterdão insere‑se numa estratégia de diplomacia cultural, que visa:
- Valorizar os criadores nacionais;
- Promover o turismo sustentável;
- Estimular o empreendedorismo criativo;
- Fortalecer a imagem do País como destino cultural emergente.



